O músico era considerado um dos melhores trompetistas de música clássica do mundo.

Maurice morreu no último sábado à noite em Bayonne (França). Nascido em 1933 de uma família de mineradores, entrou no mundo da música através de seu pai, que era fã de trompete. Ao decorrer da adolescência, as necessidades da família o fizeram trabalhar com a mineração também – mas isso não o impediu de estudar música.
Quando completou 18 anos, entrou em uma banda militar e conseguiu bolsa de estudos para ingressar no Conservatório de Paris. Conquistou seu primeiro prêmio em um concurso de cornetas após apenas seis meses na instituição.
Dois anos depois, em 1953, ganhou o prêmio máximo da trombeta, marcando o início de sua ascensão em uma carreira que o levou a viajar por todo o mundo e tocar com os maiores maestros e orquestras internacionais.
Em 1955, na Competição Internacional de Genebra, conquistou o primeiro lugar, assim como na de 1963 em Munique. O músico deixou mais de 300 gravações e adaptou obras de outros instrumentos, como o violino, para a trombeta, e é reconhecido por por enobreceê-la devido ao seu trabalho e paixão pelo instrumento.
Durante os anos 1990, o músico se mudou de Paris para o País Basco Francês e inverteu suas prioridades: a música, que sempre havia ficado em primeiro plano, foi deixada de lado para dar vez à escultura em madeira, outra paixão de Maurice.
A causa da morte não foi divulgada.